Galeria VIP - Fevereiro de 2000

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Este mês a nossa personalidade convidada é Sua Excia. o Carnaval, também conhecido por Entrudo.

Época de divertimento e folias, que começa no dia de Reis e vai até à Quaresma. São várias as estórias contadas sobre a origem da palavra Carnaval: no dialecto de Milão, Itália, CARNEVALE quer dizer "o tempo, a época ou fase em que se tira o uso da carne". É também o mesmo que Entrudo: tempo em que se come carne, por oposição à Quaresma.

Diz-se em especial dos 3 dias chamados gordos (domingo, 2ª e 3ª feira) que antecedem o dia de Cinzas.

O Carnaval tem como origem,antes da era cristã, uma manifestação popular em Itália com o nome deSATURNÁCIAS, a festa em homenagem a Saturno. Durante os festejos em Roma assistia-se a uma aparente quebra das hierarquias uma vez que escravos, filósofos e tribunos de misturavam nos festejos.

Mas de um modo geral, encontram-se vestigios destas festas, que tiveram primitivamente carácter religioso, em todos os povos desde a mais remota antiguidade. Celebravam-se com elas a entrada do ano, para que este fosse mais favorável, ou a da Primavera, que simbolizava o regresso da natureza.

O Carnaval, entre os Gregos, estava consagrado a Dionísio, em Roma, à divindade egípcia Ísis, entre os Teutões, à Deusa Nertha ou Herta, a "Terra Mãe".

As máscaras do Carnaval também têm na sua origem carácter religioso-espiritual, isto é, o culto dos mortos.

Nas cidades onde o Carnaval atingiu mais fama podemos destacar Veneza na Europa e Rio de Janeiro, nas Américas (não apresentamos nenhuma cidade portuguesa para não ferir susceptibilidades).

A festa do Carnaval chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, através de brincadeiras um pouco agressivas. Por isso os editais limitando estas brincadeiras vêm já de 1817, ano em que o Intendente Geral de polícias os afixava. Pelas ruas assistia-se a uma verdadeira luta, em que as armas eram ovos de gema ou as suas cascas contendo farinha ou gesso, cartuchos de pós de goma, cabaças de cera com água de cheiro, tremoços, tubos de vidro ou de cartão para os soprar com violência; milho e feijão, que se despejavam aos alqueires sobre as cabeças dos transeuntes. Havia ainda as luvas de areia destinadas a cair de chofre sobre os chapéus altos ou de côco de passeantes pouco previdentes, e até se jogava o Entrudo com laranjas, tangerinas e mesmo com pastéis de nata e outros bolos.

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Em vários bairros atiravam-se à rua, ou de janela para janela, púcaros e tachos de barro e alguidares já em desuso, como também se fez no último dia do ano, com o objectivo de acabar com tudo de velho que havia em casa. Também se usou nos velhos Entrudos portugueses a vassourada e as bordoadas com colheres de pau, etc.
Nos finais do séc. XIX, Lisboa e Porto quiseram tornar mais civilizado o Entrudo e começaram a aparecer pelas ruas, além dos denominados "ché-ché" da capital e do "zé-nabo" do Norte,dos pseudo-acrobatas das danças de luta, das cegadas e paródias, algumas mascaradas vistosas e interessantes.

Destacaram-se então como inovação os garbosos "batalhões" populares da Ajuda, Alfama e Campo de Ourique (Lisboa), as batalhas de flores, de carros ornamentados e o "Carnaval do Pôrto", com um magnífico cortejo de carros alegóricos e aparatosas cavalgadas.

Na 1ª metade do século XX, o Carnaval quase se limita à exibição de crianças mascaradas e às festas nos teatros e cinemas.

Bom, mas por agora chega de história e que comece a folia. DIVIRTAM-SE!

Sim... ou não?

E agora, uma pergunta para que possas pôr à prova os teus conhecimentos sobre Segurança no Carnaval. Será que és um verdadeiro amigo do Carnaval?

"No Carnaval ninguém leva a mal". Nas tuas brincadeiras de Carnaval achas que podes fazer o que te apetece?