ENERGEX, O ARDINA JORNALEIRO
Nesta edição
decidimos dar destaque aos Jacintos de Água. Esta planta, que é oriunda do
Brasil, é considerada boa depuradora e adequada para a produção de energia a
partir de biomassa.
Morfologicamente, o seu caule é uma estrutura de flutuação, factor muito
importante se associado à sua elevada capacidade de replicação e proliferação,
pelo que é capaz de cobrir grandes extensões de água num curto período de tempo.
É o que está a acontecer em Aveiro, Portugal, onde a propagação dos Jacintos de
Água na zona da Pateira do Requeixo, atingiu a Lagoa e está a assumir proporções
"preocupantes", alertou um biólogo da Universidade de Aveiro.
A chuva que
atingiu Portugal nos últimos tempos ajudou à dispersão da planta, que como já se
disse, tem uma elevada capacidade de reprodução e como consequência, um manto
verde cobriu extensas zonas verdes. A solução tem sido a recolha dos Jacintos.
Aos estudantes e professores da Universidade de Aveiro, juntou-se um grupo de
cidadãos das freguesias vizinhas.
Esperemos que consigam resolver o
problema, pois a Pateira do Requeixo possui um dos ecossistemas mais importantes
da região de Aveiro, acolhendo várias espécies. E que se aproveite os Jacintos
para produzir energia "verde" (literalmente)!

Jacinto de água
De Aveiro passamos
para Espanha e vamos visitar o presidente do Governo, José Maria Aznar. Ou
melhor, já visitámos, no dia 29 de Setembro. É que foi nesse dia inaugurada no
"Complexo de la Moncloa" (que em Portugal corresponde ao Palácio de S. Bento) a
primeira instalação de energia solar da Administração espanhola.
Trata-se de uma estrutura formada por painéis fotovoltaicos que irão produzir 45 000 kw ( 1% da energia que consome a Moncloa) e evitar a emissão para a atmosfera de 44 toneladas de dióxido de carbono por ano. Esta instalação faz parte de um projecto para incentivar o uso de energia solar.
Temos a certeza que esta política irá rapidamente ser adoptada por todos os governos da União Europeia e de outros Estados.
Terminámos
esta edição em Inglaterra. De acordo com um novo estudo, uma em cada cinco
pessoas ficaria contente com partilhar um banho, se tal diminuísse
os
custos a pagar com a energia.
A "Virgin Energy", que patrocinou o estudo, disse que as pessoas dos 16 aos 24 anos eram as menos favoráveis à ideia. A amostra do estudo (1000 pessoas) revelou que desligar a televisão era das medidas mais populares para poupar energia, assim como usar lâmpadas mais eficientes. Mas, um em cada dez dez dos questionados disse que se preocupava mais em poupar dinheiro do que em conservar a energia.
Temos a certeza que os nossos leitores escolheriam todos conservar a energia, não era?