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Pensa Energia! Um blogue com muita energia!


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TEMPORARIAMENTE, NÃO PROMETEMOS RESPONDER A TODAS AS QUESTÕES RECEBIDAS. DESDE JÁ APRESENTAMOS AS NOSSAS DESCULPAS.
ASSINADO: ENERGEX

   

  

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Nós vamos responder ao teu correio o mais rápido possível. A tua pergunta e a resposta poderão aparecer nos futuros programas do Consultório da Energia.

Cristina Romba, 14 anos, 9º ano, Barreiro, enviou a seguinte questão:
1 - "Tenho uma questão sobre a produção de energia em centrais termoeléctricas. Gostaria de obter informação sobre os seguintes tópicos: funcionamento; transformações de energia que ocorrem; vantagens e desvantagens.

O Doutor Energex responde:

Uma central termoeléctrica convencional produz energia eléctrica a partir da transformação da energia térmica proveniente da queima de combustíveis fósseis: (carvão, fuelóleo ou gás natural) que se opera num gerador de vapor. (O único combústível extraído das minas portuguesas é o carvão da bacia carbonífera do Douro. Este carvão, misturado com fuelóleo é utilizado na Central da Tapada de Outeiro.)

FUNCIONAMENTO: a queima dos combustíveis opera-se num gerador de vapor e o calor libertado vaporiza a água que circula nas paredes de uma câmara de combustão através de painéis tubulares. O vapor produzido sob a forma de vapor saturado húmido sobe até ao barrilete onde lhe é retirada parte dessa humidade por acção mecânica.

Depois da passagem pelos diversos painéis de secagem e visando uma maior eficiência do ciclo, o vapor é sobreaquecido nos denominados sobreaquecedores primário, secundário e final. Findo este processo, segue para aturbina de alta pressão.

A transformação da energia do vapor em energia mecânica disponível no veio da turbina é conseguida pela expansão do vapor nos diversos corpos de alta, média e baixa pressão.

O alternador instalado neste veio motor produz a energia eléctrica cuja tensão é elevada no transformador principal.

VANTAGENS: o objectivo fundamental da exploração das centrais termoeléctricas é efectuar a entrega da energia eléctrica de origem térmica nas melhores condições técnico-económicas, visando maximizar a oferta de energia eléctrica e minimizar os custos de exploração.

Uma vez que as centrais termoeléctricas podem queimar vários tipos de combustíveis, permitem assim a sua escolha dependendo de vários factores, nomeadamente a evolução dos preços no mercado. Neste quadro, recorre-se a estratégias de diversificação, seja das fontes primárias, passando do petróleo ao carvão e ao gás natural, seja das fontes de abastecimento, em países de diferentes continentes ou cores políticas.

Os encargos com os combustíveis representam a maior parte dos custos de exploração destas centrais, pelo que a gestão dos aprovisionamentos e as acções para a melhoria do rendimento dos sistemas de queima têm a maior relevância na actuação dessa exploração.

DESVANTAGENS: a produção de energia eléctrica a partir da queima de combustíveis fósseis é reconhecidamente uma das fontes potencialmente mais significativas de impacto ambiental, principalmente ao nível de impactos atmosféricos. Entre todos os processos utilizados para a sua produção em larga escala, é também aquela que, em geral, requer a instalação de um maior número de equipamentos e a implementação de um conjunto significativo de medidas e acções para reduzir as suas implicações ambientais.

Nas centrais térmicas, os principais factores de impacte ambiental resultam, pois, da libertação para a atmosfera de caudais significativos dos gases resultantes do processo de queima (principalmente SO2, NOx e partículas e ainda CO2).

A redução destas emissões tem sido conseguida através de melhorias no rendimento térmico e pela utilização de combustíveis com menores teores de enxofre e pela instalação de despoeiradores electrostáticos que permitem remover com elevadas eficiências as partículas presentes nos gases de combustão. A libertação destes para a atmosfera, através de chaminés de grande altura, assegura ainda uma boa dispersão, conduzindo a concentrações de poluentes a nível do solo muito reduzidas.

Após o tratamento, os efluentes líquidos das centrais termoeléctricas não representam, em geral, riscos para o ambiente, sendo controladas as suas características físico-químicas antes da rejeição nos meios receptores.


 

Diogo Pacheco, 7 anos, EB1 nº2 de Portalegre, 1º ano, perguntou:
2 - "Como é que as fichas eléctricas, que são só dois ferrinhos, transmitem a energia que é precisa para quase toda a casa?"

O Doutor Energex responde:

Diogo, vou começar por lembrar que a electricidade é um tipo de energia natural causada pelo movimento de pequenas partes de átomos chamados electrões. Toda a matéria é feita de átomos e todos os átomos têm electrões que podem facilmente ser feitos para se moverem de um átomo para o outro.

Quando os electrões se movem ao longo dos átomos da matéria, uma corrente de electricidade é criada. Este movimento eléctrico (ou "corrente") ilumina lâmpadas e liga as televisões e todas as outras aplicações.

Quando tu ligas uma aplicação (por ex. um rádio ou uma tv), tu estás a completar um circuito que começou na central eléctrica, permitindo que a electricidade passe para a aplicação.

Para perceberes melhor, a electricidade está sempre à espera, como a água da torneira à espera que a deixemos correr. Quando a electricidade chega a tua casa já fez uma grande viajem, pois costuma vir de muito longe. Viajando por cima do solo ou de forma subterrânea por muitos kilómetros, a electricidade sofre muitas transformações durante esse percurso. Na maior parte desse caminho a corrente eléctrica viaja a grandes voltagens mas é transformada em voltagens mais baixas quando é distribuída em casa.

A electricidade entra em tua casa através do contador (que ajuda a saber qual a electricidade que está a ser usada). É depois conduzida por fios que foram instalados nas paredes até aos interruptores e tomadas. As tomadas são os locais onde depois podemos ligar as fichas de certas aplicações.

Podes saber mais sobre a electricidade no Energias Vivas.

Se fores a Lisboa, podes também visitar o Museu da Electricidade, onde até Março está patente a mostra "O que há por detrás da tomada".


 

3 - "Como é que a comida traz tanta energia dentro dela?"

O Doutor ENERGEX responde:

O nosso corpo usa energia química para nos dar a força (por ex: para caminhar, correr ou pensar).

A energia das plantas e outros alimentos é energia potencial. Esta energia potencial é libertada assim que é "queimada" ou oxidada dentro dos nossos corpos durante a digestão, dando combustível aos nossos corpos.


 

Ana Bernardo, 12 anos perguntou:
4 - "Gostaria de saber onde posso obter coisas sobre:

            - Energias renováveis e não renováveis.
            - Forma racional de usar a energia."

O Doutor ENERGEX responde:

Ana, aqui no ABCDaEnergia poderás obter informação sobre as energias renováveis e não renováveis no Canal Energias Vivas. Quanto a formas racionais de usar a energia, terás mais informação no Canal Big Show Energia, no jogo Pequenos e Poupados e no TV Energex, secção Galeria VIP, Sim ou Não.

Podes também contactar a Direcção-Geral de Energia.


 

Ricardo Alves, 9 anos, Escola B1 nº3 N.S. da Conceição, Espinho, 4ºano perguntou:
5 - "Qual a energia que os aviões usam?"

O Doutor ENERGEX responde:

Além de vários princípios da aeronáutica, os aviões usam querosene bruto ( também é um derivado do petróleo) para poderem voar.

Os aviões com motores convencionais, de pista utilizam uma gasolina denominada AVGAS 100LL.

Os aviões com turbo-hélice ou turbinas ( jactos comerciais, caças), utilizam o JET FUEL, que tem várias designações comerciais (ex: jp1, jp4, etc).


 

Catarina Marques, 15 anos, Escola Pedro Teixeira, Cantanhede, 9º ano perguntou:
6 - "Quais são as reservas de combustíveis mais significativas?"

O Doutor ENERGEX responde:

São as reservas de petróleo.

Quase metade do petróleo existente na Terra já se consumiu. As descobertas de jazigas alcançaram o apogeu nos anos sessenta e desde então não têm deixado de diminuir.

A produção mundial alcançará o seu máximo perto de ano 2010. A partir de então começará a decair, levando a um aumento dos preços, a não ser que diminua a sua procura e que o petróleo seja substituído por outras fontes de energia.


 

Hebertt, 9 anos, Escola D.Pedro II, 3ª série, Brasília

7 - "Gostava de saber como era a vida antes da descoberta da energia eléctrica. Podem ajudar-me?

O Doutor Energex responde:

Claro. Talvez a melhor resposta seja falar-te da História da Energia.

Fogo e Comida 8000 AC
Desde os tempos mais remotos, os humanos usaram energia. A energia que os nossos velhos antepassados usaram era limitada ao fogo e comida. O fogo dava calor e luz. Cozinhava e conservava a comida. O combustível em forma de comida fornecia aos animais humanos e domésticos a energia para fazerem o trabalho.

Desenvolvendo Fontes de Energia I DC
Há cerca de 10 000 anos atrás os humanos começaram a cultivar terras e aprenderam a usar animais, a água e o vento para ajudar no seu trabalho. Ao longo dos séculos, moinhos de água e de vento foram inventados para moer cereais. Veleiros foram construídos para transportar pessoas e cargas para outros locais. Ferramentas e contentores foram construídos para ajudar nas colheitas.
A agricultura levou ao crescimento de cidades onde as indústrias transformavam produtos que tornaram a vida mais fácil. Contudo, cada novo produto necessitou de energia para o fazer. A madeira que deu combustível aos fogos da indústria tornou-se escassa e nós tivemos a nossa primeira falta de energia.

As Primeiras Iluminações Séc. XV
A luz era fornecida por lâmpadas de óleo e velas. A maior parte do combustível das lâmpadas veio da pressão das azeitonas (azeite) e outros óleos vegetais ou a partir do óleo de baleia. As velas eram usualmente feitas de gordura animal. A luz tremente das velas era pobre comparada com a luz das lâmpadas eléctricas que nós hoje conhecemos. Eram necessárias muitas velas ou lâmpadas de óleo para iluminar uma simples sala.

Poços e Minas Séc. XVII
Nos inícios de 1600, os poços de óleo foram estabelecidos na Europa. Itália e Roménia 
foram dois dos primeiros países onde pequenas companhias de perfuração afundaram poços. Os proprietários queriam óleo que pudesse ser refinado em querosene para arder em lâmpadas.
Infelizmente, apareceram mais poços secos do que com óleo. Ninguém então sabia como o óleo se concentra no subsolo, pelo que eles apenas podiam adivinhar onde perfurar os poços.

Carvão Séc. XVIII
Como a procura para novos combustíveis aumentou, as pessoas na Grã-Bretanha, Polónia e China e noutros lados começaram a escavar por carvão, uma substância preta e sólida criada a partir de fósseis que arde. O carvão era muito mais fácil de obter do que o óleo e também podia substituir a madeira. O carvão era usado para dar combustível a fábricas e ajudou ao aparecimento da Revolução Industrial. Mais tarde, forneceu combustível a locomotivas e barcos a vapor. Cerca de 1910, muitas pessoas usavam o carvão no lugar de madeira para aquecer as suas casas.

Petróleo Séc. XIX
O carvão era ainda largamente usado em meados do século XIX, mas os negócios começaram a olhar para outros combustíveis para as suas máquinas. Eles mudaram para o petróleo como uma grande fonte de energia. De 1860 para a frente, instalações de perfuração de petróleo pareciam levantar-se de repente da noite para o dia, em campos, nas periferias de aldeias e cidades e mesmo em quintais.

Gás Natural Séc. XX
As pessoas que abriam poços de petróleo atingiam gás natural antes de o petróleo começar a jorrar dos poços. No início, o gás natural era considerado um produto de desperdício e na sua maior parte era queimado. Eventualmente, quando as pessoas se aperceberam dos usos do gás natural, elas começaram a conservar e a procurar por ele activamente.
Novas companhias lançaram-se para pôr tubos que levavam o gás para empresas em cidades e aldeias. Os proprietários das casas cedo quiseram linhas de gás dirigidas para os seus lares para iluminação e cozinhar, porque o gás ardia de forma mais limpa e não cheirava, pelo que os canos foram colocados ao longo de ruas e para as casas. O gás substituiu o querosene e outras lâmpadas a óleo em muitas áreas.

Gasolina Séc. XX
O petróleo começou a ser extraído em quantidade e refinado em diferente produtos petrolíferos. Um destes produtos, a gasolina, mais tarde deu combustível à invenção chamada automóvel. O automóvel começou a mudar os estilos de vida por todo o mundo, fazendo com que os transportes fossem mais rápidos e fáceis do que antes. Os camiões rapidamente substituíram os cavalos para a condução de cargas. Por exemplo, nos Estados Unidos, rapidamente a maioria das pessoas tinham pelo menos um carro. Quilómetros e quilómetros de estradas foram construídas para acomodar todos esses veículos. As pessoas faziam viagens mais longas e exigiam mais gasolina.

Electricidade Séc. XX
A electricidade é gerada por uma turbina movida a vapor, vento ou pela pressão da água. Durante os finais do século XIX, George Westinghouse, Thomas Edison e outros desenvolveram a electricidade como fonte de energia e tornaram-na disponível para o público. Pouco depois de 1879, quando Edison inventou a lâmpada de luz incandescente, a iluminação eléctrica tornou-se de uso geral nos lares norte-americanos. Cerca de 1920, outras aplicações eléctricas – torradeiras, aspiradores, máquinas de lavar – tornaram-se de alguma forma vulgares.

O Uso da Energia na Actualidade Séc. XX
Desde 1900, o consumo mundial de combustíveis fósseis duplicou cada 10 anos. A maioria dos países continua a depender da importação de petróleo para preencher a diferença entre as necessidades energéticas e os fornecimentos. Os países estão a explorar fontes de energia alternativas para ajudar a enfrentar as necessidades futuras. O nuclear, solar, biomassa, geotermal e outros combustíveis estão a ser descobertos ou redescobertos para uso. 
Nós usámos combustíveis fósseis e outros para iluminar as nossas festas, cozinhar os nossos frangos ou gansos e electrificar as nossas vidas com música.


 

Rúben P., 11 anos, Escola EB 2,3 Vila Franca de Xira, 6º ano
8 - "Preciso de saber quem inventou a electricidade e quem a implementou em Lisboa. Um professor meu lançou-me este desafio. Obrigado."

O Doutor Energex responde:

Esta é uma pergunta mesmo difícil. Não se pode falar na existência de “um inventor da electricidade”, sendo mais correcto dizer que existiram vários pioneiros. Talvez o melhor seja fazer um pequeno resumo sobre como tudo começou.

Cerca de 600 AC, os gregos descobriram a electricidade. Eles faziam jóias a partir do âmbar e descobriram que um bocado de âmbar esfregado com seda podia atrair pó e partículas de palha. O âmbar é uma resina dura fossilizada e a palavra grega para ela é electron. Este tipo de electricidade é chamada electricidade estática, o que significa que não se move.

Este estranho efeito continuou um mistério durante 200 anos, até que por volta de 1600 DC, William Gilbert investigou as reacções do âmbar e magnetes e pela primeira vez registou a palavra “eléctrico”.

Esta descoberta levou a muitas investigações por vários pioneiros no desenvolvimento da electricidade durante os seguintes 350 anos.

Nomeadamente, Benjamin Franklin, que provou que os trovões e a faísca do âmbar eram a mesma coisa (através da sua famosa experiência com um papagaio de seda, a qual por ser extremamente perigosa poderia facilmente o ter morto).

Alessandro Volta, que inventou a primeira bateria eléctrica, a pilha voltaica. (A unidade da electricidade potencial, o volte, tem o seu nome graças a este cientista). 

E também Michael Farraday, Thomas Edison, George Westinghouse, Nikola Tesla, James Watt, Andre Ampère e George Ohm. Durante os finais do século XIX, todos estes famosos pioneiros desenvolveram a electricidade como fonte de energia e tornaram-an disponível para o público. (Alguns deles podes conhecer melhor visitando a secção Galeria Vip, no Arquivo do “site” ).

Quanto a quem implementou a electricidade, tenho que confessar a minha ignorância. Mas aconselho-te a perguntar à AMERLIS – Agência Municipal de Energia de Lisboa, pois eles talvez saibam. Manda um correio electrónico para webmaster@amerlis.pt. Se quiseres depois informa-nos.


Joana R. V. J., 14 anos, E B 2 3ºCiclos da Mexilhoeira Grande, Portimão, 6º ano
"Estou a fazer um trabalho sobre uso racional de energia, por isso queria que me dessem alguns tópicos de energia sobre este tema."

No capítulo 14 do Energias vivas tem explicado várias formas de poupar energia.

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TEMPORARIAMENTE, NÃO PROMETEMOS RESPONDER A TODAS AS QUESTÕES RECEBIDAS. DESDE JÁ APRESENTAMOS AS NOSSAS DESCULPAS.
ASSINADO: ENERGEX

   

  

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Cristina Romba, 14 anos, 9º ano, Barreiro, enviou a seguinte questão:
1 - "Tenho uma questão sobre a produção de energia em centrais termoeléctricas. Gostaria de obter informação sobre os seguintes tópicos: funcionamento; transformações de energia que ocorrem; vantagens e desvantagens.

O Doutor Energex responde:

Uma central termoeléctrica convencional produz energia eléctrica a partir da transformação da energia térmica proveniente da queima de combustíveis fósseis: (carvão, fuelóleo ou gás natural) que se opera num gerador de vapor. (O único combústível extraído das minas portuguesas é o carvão da bacia carbonífera do Douro. Este carvão, misturado com fuelóleo é utilizado na Central da Tapada de Outeiro.)

FUNCIONAMENTO: a queima dos combustíveis opera-se num gerador de vapor e o calor libertado vaporiza a água que circula nas paredes de uma câmara de combustão através de painéis tubulares. O vapor produzido sob a forma de vapor saturado húmido sobe até ao barrilete onde lhe é retirada parte dessa humidade por acção mecânica.

Depois da passagem pelos diversos painéis de secagem e visando uma maior eficiência do ciclo, o vapor é sobreaquecido nos denominados sobreaquecedores primário, secundário e final. Findo este processo, segue para aturbina de alta pressão.

A transformação da energia do vapor em energia mecânica disponível no veio da turbina é conseguida pela expansão do vapor nos diversos corpos de alta, média e baixa pressão.

O alternador instalado neste veio motor produz a energia eléctrica cuja tensão é elevada no transformador principal.

VANTAGENS: o objectivo fundamental da exploração das centrais termoeléctricas é efectuar a entrega da energia eléctrica de origem térmica nas melhores condições técnico-económicas, visando maximizar a oferta de energia eléctrica e minimizar os custos de exploração.

Uma vez que as centrais termoeléctricas podem queimar vários tipos de combustíveis, permitem assim a sua escolha dependendo de vários factores, nomeadamente a evolução dos preços no mercado. Neste quadro, recorre-se a estratégias de diversificação, seja das fontes primárias, passando do petróleo ao carvão e ao gás natural, seja das fontes de abastecimento, em países de diferentes continentes ou cores políticas.

Os encargos com os combustíveis representam a maior parte dos custos de exploração destas centrais, pelo que a gestão dos aprovisionamentos e as acções para a melhoria do rendimento dos sistemas de queima têm a maior relevância na actuação dessa exploração.

DESVANTAGENS: a produção de energia eléctrica a partir da queima de combustíveis fósseis é reconhecidamente uma das fontes potencialmente mais significativas de impacto ambiental, principalmente ao nível de impactos atmosféricos. Entre todos os processos utilizados para a sua produção em larga escala, é também aquela que, em geral, requer a instalação de um maior número de equipamentos e a implementação de um conjunto significativo de medidas e acções para reduzir as suas implicações ambientais.

Nas centrais térmicas, os principais factores de impacte ambiental resultam, pois, da libertação para a atmosfera de caudais significativos dos gases resultantes do processo de queima (principalmente SO2, NOx e partículas e ainda CO2).

A redução destas emissões tem sido conseguida através de melhorias no rendimento térmico e pela utilização de combustíveis com menores teores de enxofre e pela instalação de despoeiradores electrostáticos que permitem remover com elevadas eficiências as partículas presentes nos gases de combustão. A libertação destes para a atmosfera, através de chaminés de grande altura, assegura ainda uma boa dispersão, conduzindo a concentrações de poluentes a nível do solo muito reduzidas.

Após o tratamento, os efluentes líquidos das centrais termoeléctricas não representam, em geral, riscos para o ambiente, sendo controladas as suas características físico-químicas antes da rejeição nos meios receptores.


 

Diogo Pacheco, 7 anos, EB1 nº2 de Portalegre, 1º ano, perguntou:
2 - "Como é que as fichas eléctricas, que são só dois ferrinhos, transmitem a energia que é precisa para quase toda a casa?"

O Doutor Energex responde:

Diogo, vou começar por lembrar que a electricidade é um tipo de energia natural causada pelo movimento de pequenas partes de átomos chamados electrões. Toda a matéria é feita de átomos e todos os átomos têm electrões que podem facilmente ser feitos para se moverem de um átomo para o outro.

Quando os electrões se movem ao longo dos átomos da matéria, uma corrente de electricidade é criada. Este movimento eléctrico (ou "corrente") ilumina lâmpadas e liga as televisões e todas as outras aplicações.

Quando tu ligas uma aplicação (por ex. um rádio ou uma tv), tu estás a completar um circuito que começou na central eléctrica, permitindo que a electricidade passe para a aplicação.

Para perceberes melhor, a electricidade está sempre à espera, como a água da torneira à espera que a deixemos correr. Quando a electricidade chega a tua casa já fez uma grande viajem, pois costuma vir de muito longe. Viajando por cima do solo ou de forma subterrânea por muitos kilómetros, a electricidade sofre muitas transformações durante esse percurso. Na maior parte desse caminho a corrente eléctrica viaja a grandes voltagens mas é transformada em voltagens mais baixas quando é distribuída em casa.

A electricidade entra em tua casa através do contador (que ajuda a saber qual a electricidade que está a ser usada). É depois conduzida por fios que foram instalados nas paredes até aos interruptores e tomadas. As tomadas são os locais onde depois podemos ligar as fichas de certas aplicações.

Podes saber mais sobre a electricidade no Energias Vivas.

Se fores a Lisboa, podes também visitar o Museu da Electricidade, onde até Março está patente a mostra "O que há por detrás da tomada".


 

3 - "Como é que a comida traz tanta energia dentro dela?"

O Doutor ENERGEX responde:

O nosso corpo usa energia química para nos dar a força (por ex: para caminhar, correr ou pensar).

A energia das plantas e outros alimentos é energia potencial. Esta energia potencial é libertada assim que é "queimada" ou oxidada dentro dos nossos corpos durante a digestão, dando combustível aos nossos corpos.


 

Ana Bernardo, 12 anos perguntou:
4 - "Gostaria de saber onde posso obter coisas sobre:

            - Energias renováveis e não renováveis.
            - Forma racional de usar a energia."

O Doutor ENERGEX responde:

Ana, aqui no ABCDaEnergia poderás obter informação sobre as energias renováveis e não renováveis no Canal Energias Vivas. Quanto a formas racionais de usar a energia, terás mais informação no Canal Big Show Energia, no jogo Pequenos e Poupados e no TV Energex, secção Galeria VIP, Sim ou Não.

Podes também contactar a Direcção-Geral de Energia.


 

Ricardo Alves, 9 anos, Escola B1 nº3 N.S. da Conceição, Espinho, 4ºano perguntou:
5 - "Qual a energia que os aviões usam?"

O Doutor ENERGEX responde:

Além de vários princípios da aeronáutica, os aviões usam querosene bruto ( também é um derivado do petróleo) para poderem voar.

Os aviões com motores convencionais, de pista utilizam uma gasolina denominada AVGAS 100LL.

Os aviões com turbo-hélice ou turbinas ( jactos comerciais, caças), utilizam o JET FUEL, que tem várias designações comerciais (ex: jp1, jp4, etc).


 

Catarina Marques, 15 anos, Escola Pedro Teixeira, Cantanhede, 9º ano perguntou:
6 - "Quais são as reservas de combustíveis mais significativas?"

O Doutor ENERGEX responde:

São as reservas de petróleo.

Quase metade do petróleo existente na Terra já se consumiu. As descobertas de jazigas alcançaram o apogeu nos anos sessenta e desde então não têm deixado de diminuir.

A produção mundial alcançará o seu máximo perto de ano 2010. A partir de então começará a decair, levando a um aumento dos preços, a não ser que diminua a sua procura e que o petróleo seja substituído por outras fontes de energia.


 

Hebertt, 9 anos, Escola D.Pedro II, 3ª série, Brasília

7 - "Gostava de saber como era a vida antes da descoberta da energia eléctrica. Podem ajudar-me?

O Doutor Energex responde:

Claro. Talvez a melhor resposta seja falar-te da História da Energia.

Fogo e Comida 8000 AC
Desde os tempos mais remotos, os humanos usaram energia. A energia que os nossos velhos antepassados usaram era limitada ao fogo e comida. O fogo dava calor e luz. Cozinhava e conservava a comida. O combustível em forma de comida fornecia aos animais humanos e domésticos a energia para fazerem o trabalho.

Desenvolvendo Fontes de Energia I DC
Há cerca de 10 000 anos atrás os humanos começaram a cultivar terras e aprenderam a usar animais, a água e o vento para ajudar no seu trabalho. Ao longo dos séculos, moinhos de água e de vento foram inventados para moer cereais. Veleiros foram construídos para transportar pessoas e cargas para outros locais. Ferramentas e contentores foram construídos para ajudar nas colheitas.
A agricultura levou ao crescimento de cidades onde as indústrias transformavam produtos que tornaram a vida mais fácil. Contudo, cada novo produto necessitou de energia para o fazer. A madeira que deu combustível aos fogos da indústria tornou-se escassa e nós tivemos a nossa primeira falta de energia.

As Primeiras Iluminações Séc. XV
A luz era fornecida por lâmpadas de óleo e velas. A maior parte do combustível das lâmpadas veio da pressão das azeitonas (azeite) e outros óleos vegetais ou a partir do óleo de baleia. As velas eram usualmente feitas de gordura animal. A luz tremente das velas era pobre comparada com a luz das lâmpadas eléctricas que nós hoje conhecemos. Eram necessárias muitas velas ou lâmpadas de óleo para iluminar uma simples sala.

Poços e Minas Séc. XVII
Nos inícios de 1600, os poços de óleo foram estabelecidos na Europa. Itália e Roménia 
foram dois dos primeiros países onde pequenas companhias de perfuração afundaram poços. Os proprietários queriam óleo que pudesse ser refinado em querosene para arder em lâmpadas.
Infelizmente, apareceram mais poços secos do que com óleo. Ninguém então sabia como o óleo se concentra no subsolo, pelo que eles apenas podiam adivinhar onde perfurar os poços.

Carvão Séc. XVIII
Como a procura para novos combustíveis aumentou, as pessoas na Grã-Bretanha, Polónia e China e noutros lados começaram a escavar por carvão, uma substância preta e sólida criada a partir de fósseis que arde. O carvão era muito mais fácil de obter do que o óleo e também podia substituir a madeira. O carvão era usado para dar combustível a fábricas e ajudou ao aparecimento da Revolução Industrial. Mais tarde, forneceu combustível a locomotivas e barcos a vapor. Cerca de 1910, muitas pessoas usavam o carvão no lugar de madeira para aquecer as suas casas.

Petróleo Séc. XIX
O carvão era ainda largamente usado em meados do século XIX, mas os negócios começaram a olhar para outros combustíveis para as suas máquinas. Eles mudaram para o petróleo como uma grande fonte de energia. De 1860 para a frente, instalações de perfuração de petróleo pareciam levantar-se de repente da noite para o dia, em campos, nas periferias de aldeias e cidades e mesmo em quintais.

Gás Natural Séc. XX
As pessoas que abriam poços de petróleo atingiam gás natural antes de o petróleo começar a jorrar dos poços. No início, o gás natural era considerado um produto de desperdício e na sua maior parte era queimado. Eventualmente, quando as pessoas se aperceberam dos usos do gás natural, elas começaram a conservar e a procurar por ele activamente.
Novas companhias lançaram-se para pôr tubos que levavam o gás para empresas em cidades e aldeias. Os proprietários das casas cedo quiseram linhas de gás dirigidas para os seus lares para iluminação e cozinhar, porque o gás ardia de forma mais limpa e não cheirava, pelo que os canos foram colocados ao longo de ruas e para as casas. O gás substituiu o querosene e outras lâmpadas a óleo em muitas áreas.

Gasolina Séc. XX
O petróleo começou a ser extraído em quantidade e refinado em diferente produtos petrolíferos. Um destes produtos, a gasolina, mais tarde deu combustível à invenção chamada automóvel. O automóvel começou a mudar os estilos de vida por todo o mundo, fazendo com que os transportes fossem mais rápidos e fáceis do que antes. Os camiões rapidamente substituíram os cavalos para a condução de cargas. Por exemplo, nos Estados Unidos, rapidamente a maioria das pessoas tinham pelo menos um carro. Quilómetros e quilómetros de estradas foram construídas para acomodar todos esses veículos. As pessoas faziam viagens mais longas e exigiam mais gasolina.

Electricidade Séc. XX
A electricidade é gerada por uma turbina movida a vapor, vento ou pela pressão da água. Durante os finais do século XIX, George Westinghouse, Thomas Edison e outros desenvolveram a electricidade como fonte de energia e tornaram-na disponível para o público. Pouco depois de 1879, quando Edison inventou a lâmpada de luz incandescente, a iluminação eléctrica tornou-se de uso geral nos lares norte-americanos. Cerca de 1920, outras aplicações eléctricas – torradeiras, aspiradores, máquinas de lavar – tornaram-se de alguma forma vulgares.

O Uso da Energia na Actualidade Séc. XX
Desde 1900, o consumo mundial de combustíveis fósseis duplicou cada 10 anos. A maioria dos países continua a depender da importação de petróleo para preencher a diferença entre as necessidades energéticas e os fornecimentos. Os países estão a explorar fontes de energia alternativas para ajudar a enfrentar as necessidades futuras. O nuclear, solar, biomassa, geotermal e outros combustíveis estão a ser descobertos ou redescobertos para uso. 
Nós usámos combustíveis fósseis e outros para iluminar as nossas festas, cozinhar os nossos frangos ou gansos e electrificar as nossas vidas com música.


 

Rúben P., 11 anos, Escola EB 2,3 Vila Franca de Xira, 6º ano
8 - "Preciso de saber quem inventou a electricidade e quem a implementou em Lisboa. Um professor meu lançou-me este desafio. Obrigado."

O Doutor Energex responde:

Esta é uma pergunta mesmo difícil. Não se pode falar na existência de “um inventor da electricidade”, sendo mais correcto dizer que existiram vários pioneiros. Talvez o melhor seja fazer um pequeno resumo sobre como tudo começou.

Cerca de 600 AC, os gregos descobriram a electricidade. Eles faziam jóias a partir do âmbar e descobriram que um bocado de âmbar esfregado com seda podia atrair pó e partículas de palha. O âmbar é uma resina dura fossilizada e a palavra grega para ela é electron. Este tipo de electricidade é chamada electricidade estática, o que significa que não se move.

Este estranho efeito continuou um mistério durante 200 anos, até que por volta de 1600 DC, William Gilbert investigou as reacções do âmbar e magnetes e pela primeira vez registou a palavra “eléctrico”.

Esta descoberta levou a muitas investigações por vários pioneiros no desenvolvimento da electricidade durante os seguintes 350 anos.

Nomeadamente, Benjamin Franklin, que provou que os trovões e a faísca do âmbar eram a mesma coisa (através da sua famosa experiência com um papagaio de seda, a qual por ser extremamente perigosa poderia facilmente o ter morto).

Alessandro Volta, que inventou a primeira bateria eléctrica, a pilha voltaica. (A unidade da electricidade potencial, o volte, tem o seu nome graças a este cientista). 

E também Michael Farraday, Thomas Edison, George Westinghouse, Nikola Tesla, James Watt, Andre Ampère e George Ohm. Durante os finais do século XIX, todos estes famosos pioneiros desenvolveram a electricidade como fonte de energia e tornaram-an disponível para o público. (Alguns deles podes conhecer melhor visitando a secção Galeria Vip, no Arquivo do “site” ).

Quanto a quem implementou a electricidade, tenho que confessar a minha ignorância. Mas aconselho-te a perguntar à AMERLIS – Agência Municipal de Energia de Lisboa, pois eles talvez saibam. Manda um correio electrónico para webmaster@amerlis.pt. Se quiseres depois informa-nos.


Joana R. V. J., 14 anos, E B 2 3ºCiclos da Mexilhoeira Grande, Portimão, 6º ano
"Estou a fazer um trabalho sobre uso racional de energia, por isso queria que me dessem alguns tópicos de energia sobre este tema."

No capítulo 14 do Energias vivas tem explicado várias formas de poupar energia.

Outras dicas para um uso racional da energia na escola ou em casa:

Presta atenção às luzes acesas inutilmente: Se a iluminação natural (do sol) é suficiente ou as salas estão vazias, toma a iniciativa de desligar o interruptor. No final de cada aula, verifica se os equipamentos (retroprojector, projector de diapositivos, vídeo, etc.) ficam desligados. Em casa procura estudar ainda durante o dia e evita duas “companhias” sonoras ao mesmo tempo (televisão e rádio/gravador/leitor de cd).

Para as pessoas em geral:

Todo o cidadão deve ter a noção que um edifício energeticamente bem concebido (orientado geograficamente, bem isolado e com muita luz natural, mas com uma envolvente envidraçada não superior a 15%) não necessita de ser refrigerado para ser confortável no Verão, e no Inverno necessita apenas de uma fonte térmica auxiliar não muito elevada.

O consumo de electricidade em iluminação é de cerca de 15% no total do sector doméstico. As lâmpadas fluorescentes são mais económicas que as de filamento quente. Cada lâmpada de alto rendimento instalada evita a emissão de meia tonelada de CO2 no seu tempo de vida e em Portugal existem apenas uma destas lâmpadas em cada 3 habitações.

Nas máquinas de lavar roupa e loiça, se for utilizada água pré-aquecida (por energia solar ou lenha), o consumo de energia destes equipamentos baixa 90%. O consumo nos frigoríficos representa um terço do total do sector doméstico, e o parque actual destes aparelhos é sobretudo das classes C ou D, que consomem o dobro dos da classe A, apesar de estes terem custos parecidos.

Por fim, sugere-se a utilização dos transportes públicos com motores a biodiesel e deve-se fazer a optimização no uso de transporte individual, com vizinhos e colegas a utilizarem um só carro (uma semana o meu, outra o teu...). 


Inês F., 14 anos, Escola Secundária Ferreira Dias, 9º ano, Lisboa
"Tenho de efectuar um trabalho sobre fontes de energia lternativa.Gostaria de obter informações sobre os combustíveis fósseis, e a poluição que causam. Obrigado!"

Quanto aos combustíveis fósseis, aconselho-te a visitar o Capítulo 5, Energias Vivas, do ABCDaEnergia.

No que respeita à poluição que causam, começava pelo Gás Natural, que é um dos combustíveis fósseis de combustão mais limpos. Quando é queimado, liberta menos Dióxido de Carbono do que o petróleo ou carvão, quase nenhum dióxido sulfúrico e apenas pequenas quantidades de óxido de nitrogénio. O dióxido de carbono é um gás de estufa enquanto os óxidos sulfúricos e de nitrogénio produzidos pela combustão do petróleo e carvão causam chuva ácida.

O uso do petróleo tem 2 tipos distintos de impactos ambientais. O primeiro ocorre durante a fase de produção enquanto o segundo ocorre no ponto final de utilização.

A exploração, a produção e o transporte do petróleo têm todas impactos negativos no ambiente (nomeadamente a danificação de ecossistemas pelo uso de equipamentos pesados e, no mar, pelo derramamento de petróleo).

Quanto ao segundo tipo, a combustão do petróleo liberta dióxido carbono, o qual é um dos gases de estufa responsável pelo aquecimento global do planeta, bem como dióxido sulfúrico e óxidos de nitrogénio, os quais resultam em chuva ácida. Actualmente, o petróleo directamente usado para transportação é responsável por cerca de 25% das emissões mundiais de dióxido de carbono. O uso total é responsável por cerca de 40% das emissões de dióxido carbono da humanidade.

Finalmente, a combustão incompleta do petróleo, especialmente nos combustíveis de transporte, resulta em níveis cada vez maiores de monóxido de carbono, hidrocarbonetos por queimar e ultimamente ozono de nível de solo. Tudo isto tem impactos na saúde humana e do ambiente.

Quanto ao Carvão, a sua combustão resulta em gases contendo dióxido carbono, monóxido de carbono, dióxido sulfúrico (ver efeitos referidos atrás). Quando queimado de uma forma relativamente sem controlo, o carvão pode causar muitos danos devido ao “smog” e chuva ácida.

O carvão contém mais carbono e menos hidrogénio do que os outros combustíveis fósseis, como o petróleo e gás natural e, como tal, liberta mais dióxido carbono por unidade de electricidade produzida do que qualquer outro combustível. Presentemente é responsável por 30-40% das emissões mundiais de dióxido carbono a partir de combustíveis fósseis.


Claudia G., 14 anos, Escola Secundária de Canelas, 9º ano, V.N.Gaia
"Tenho que fazer um trabalho sobre o Petróleo, gostaria que me ajudassem sobre a infomação a respeito da sua utilidade, derivados e como se obtém."

Começava por lembrar que existe alguma informação sobre o petróleo no Capítulo 5 do Energias Vivas.

O petróleo e os seus derivados são usados numa variedade de diferentes tarefas, mas, a nível mundial, mais de metade da utilização do petróleo é usada no sector de transportes. Quando era barato, era frequentemente usado para gerar electricidade, especialmente em zonas remotas e ilhas que não tinham acesso a centrais hidroelétricas ou a carvão. Apesar de ainda ser usado nalguns sítios para essa finalidade, com a “crise do petróleo” em 1973, o petróleo tornou-se um combustível cada vez mais caro para gerar electricidade.

Também já foi muito usado para o aquecimento de espaços em edifícios residenciais e comerciais.

Actualmente, no mundo consome-se por ano 3 500 milhões de toneladas de petróleo. (Em Portugal, em 1999, consumiram-se 22,1 milhões de toneladas, o que representou 0,3% do total em todo o mundo). Deste total mundial, 35% destinam-se a combustíveis pesados (fuel), 51% a combustíveis ligeiros (gasolina, querosene e gasóleo), 7,5% para a petroquímica (plásticos, fibras texteis, detergentes, dissolventes, medicamentos, fertilizantes, gasóleo), e 6% para outros usos.

Quanto aos principais usos dos produtos derivados do petróleo separados numa refinaria são gases ligeiros (butano e propano), gasolina, essências especiais, querosene bruto (para aviões), gasóleo, óleos (lubrificantes), fuel (comboios) e resíduos pesados (alcatrão).

O petróleo é uma mistura complexa de carbono e hidrogénio (hidrocarbonetos) que existem na crosta terrestre na forma líquida. Crê-se que estes componentes foram originados a partir de restos de organismos marinhos microscópicos que foram depositados no fundo dos mares e oceanos. Depois de terem estado enterrados debaixo de grandes camadas de outros sedimentos, o material orgânico é transformado a altas temperaturas e pressão em petróleo e gás natural. O petróleo e o gás são depois arrancados dos xistos marítimos nos quais eles estavam depositados e seguem para rochas sedimentárias porosas tais como as grés e pedras calcárias.

Este óleo e gás migram para cima através da rocha porosa, pois é menos denso do que a água que enche os poros. A menos que atinja uma camada impermeável da rocha, os hidrocarbonetos irão fazer o seu caminho para a superfície e evaporam-se. Para que o petróleo e o gás possam ser armazenados em quantidades suficientes para permitir que os humanos os extraiam, estes hidrocarbonetos migrantes têm de atingir uma camada impermeável da rocha, pela qual eles possam passar. O petróleo é “minado” através da perfuração de um buraco na rocha reservatório (calcário, etc). Muitas vezes o petróleo está sob pressão e irá sair do buraco por si próprio. Noutros casos, bombas e outros procedimentos mais complicados são necessários para recuperar o petróleo do solo.

Depois do petróleo ser extraído do solo, é “refinado” em muitos e diferentes produtos (ver atrás). O refinar separa os componentes “mais leves” do petróleo, como a gasolina, dos componentes “mais pesados”, como o fuelóleo e lubrificantes. Cerca de 15% do petróleo vai para produtos não energéticos tais como plásticos e tintas, enquanto o resto é de uma forma ou outra usado para combustão.


Ivete E. P. E., 14 anos, EB 2,3/S da Chamusca, 9º ano, Santarém-Chamusca
"Somos um grupo de estudantes de 9º ano, e por este meio gostariamos de lhes pedir informações, sobre, a crise mundial energética e bioenergia; são dois dos nossos temas para um trabalho de Fisico-Quimica... e já agora, podia-nos recomendar uns sites sobre os nossos temas. Obrigado pela vossa ajuda!
P.S.: Têm um site "cool"!"

Os séculos XIX e XX foram os séculos de destruição das reservas energéticas que o planeta Terra, graças à generosa presença do Sol, acumulou ao longo de milhões de anos. Foi-se gastando o carvão, o petróleo e vai-se gastando agora, também, o gás natural. Esté é um cenário conhecido de todos e o problema consiste em saber como é que se vai evoluir a partir daqui.

No século que agora nos deixa, a população humana multiplicou-se por quatro, igual ao consumo de energia por pessoa, e o consumo total multiplicou-se por 15. A utilização de combustíveis fósseis, principalmente petróleo e gás, produz agora a maior parte desta energia; Ainda que o consumo dos países industrializados (20% da população mundial) se esteja a estabilizar, o uso no terceiro mundo, e portanto o consumo mundial, continua a aumentar drasticamente.

O uso em grande escala dos combustíveis fósseis tem duas grandes falhas: por um lado, esgotaremos os recursos facilmente acessíveis do petróleo e do gás em menos de um século, privando assim às futuras gerações de substâncias químicas que têm melhor uso que a produção de electricidade ou o aquecimento doméstico; por outra parte, aumenta a concentração de dióxido carbono na atmosfera, com o consequente aquecimento terrestre, uma grave ameaça para muitas regiões do nosso planeta.

Ou seja, uma análise racional do nosso problema de energia exige que utilizemos outras alternativas. A melhor seria uma redução drástica do uso da energia. (Para mim esta era a melhor solução – apenas conduzo bicicleta – mas não creio que tal venha a acontecer.) Uma razão importante é que as nossas competitivas economias dependem do crescimento constante. A segunda melhor solução é a de substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis.

Nomeadamente a Bioenergia ou energia da biomassa. Esta inclui qualquer combustível sólido, líquido ou gasoso, ou qualquer energia eléctrica ou produto químico útil derivado da matéria orgânica; quer de forma directa das plantas ou indirectamente, a partir de resíduos sólidos e líquidos domésticos ou industriais, bem como resíduos florestais e agrícolas. Então a bioenergia pode derivar de uma grande variedade de matérias-primas e pode ser produzida de várias formas. A bioenergia é normalmente considerada como uma série de diferentes combinações de materiais/tecnologias.

Virtualmente todos os produtos da biomassa podem ser convertidos em combustíveis comerciais, capazes de substituir os combustíveis fósseis. Estes podem ser usados para transporte, aquecimento, gerar electricidade ou qualquer outra coisa em que os combustíveis fósseis são usados.

Existe um consenso entre os cientistas que os combustíveis da biomassa usados de uma maneira sustentável resultem num não aumento do dióxido carbono atmosférico. Alguns afirmam mesmo que o uso sustentável da biomassa iria resultar numa diminuição do CO2 atmosférico. Isto é baseado no pressuposto de que todo o CO2 libertado pelo uso de combustíveis de biomassa foi recentemente retirado da atmosfera pela fotosíntese. Uma substituição cada vez maior dos combustíveis fósseis por combustíveis baseados em biomassa iríam, portanto, ajudar a reduzir o potencial para o aquecimento global, causado pelas concentrações atmosféricas de CO2.

Outro factor positivo para a introdução da bioenergia seria a redução do potencial para a ocorrência de chuvas ácidas, que são provocadas pela combustão de combustíveis fósseis e que provocam danos nos lagos e florestas.

Mas infelizmente as coisas podem não ser tão simples assim, uma vez que actualmente a biomassa está a ser usada por todo o mundo de uma forma pouco sustentável.

A biomassa fornece 14% das necessidades energéticas do planeta, mas tem o potencial teórico de fornecer 100%. Mas a maior parte da produção e uso actual da biomassa para energia é desenvolvida numa maneira muito pouco sustentável, com muitos impactos ambientais negativos. As tecnologias e processos já existem e, usá-los de forma correcta de forma a minimizar os impactos negativos é um pré-requisito para um uso sustentável da bioenergia no futuro.


Sofia P. L., 14 anos, nº1 do Larangeiro, 9ºano, Miratejo(arredores de Lisboa)
"Na ultima 4ºfeira (dia 13 de Dezembro) fui com o clube de física à "expofusão" no Instituto Superior Técnico. É uma exposição sobre a fusão nuclear e por acaso nós éramos os visitantes mais novos. Queria pedir-vos que me dessem mais algumas informações sobre a fusão nuclear focando os seguintes pontos:
        - os diferentes tipos de fusão nuclear (quais são e como funcionam)
        - o seu estado de desenvolvimento (se já se faz esse tipo de fusão ou se ainda se está a estudar o plasma, nesse ultimo caso o que falta para o conseguir a fusão)
        - as desvantagens (as vantagens não é necessário porque já as conheço).
Se possível indiquem-me sites preferencialmente em português sobre a fusão nuclear."

Começava por lembrar que, na secção Energias Vivas, o Capítulo 7 também fala na fusão nuclear.

O sonho de produzir energia da mesma reacção que o sol já existe desde 1920, quando Arthur Eddington sugeriu que a energia do sol e das estrelas era um produto da fusão de átomos de hidrogénio em hélio. A pesar de todos os progressos na investigação da fusão nuclear, a única aplicação prática dessa tecnologia até à data foi a bomba de hidrogénio ou termonuclear.

Quanto à tua questão, ao contrário da fissão nuclear usada nas centrais nucleares convencionais, não existe um método conveniente para iniciar uma reacção de fissão nuclear. A fusão só pode ser conseguida a temperaturas típicas do centro das estrelas, cerca de 100 milhões de graus Celcius. A tais temperaturas, os componentes da fusão existem na forma de plasma, onde os átomos são quebrados em electrões e núcleos. Nenhum material sólido conhecido poderia aguentar as temperaturas envolvidas na fusão nuclear. Portanto, um poderoso sistema de confinamento é necessário para manter o plasma afastado das paredes do reservatório no qual está contido.

Os actuais investigadores da fusão ainda não conseguem evitar a sua maior barreira, as ultra altas temperaturas requeridas para sustentar a fusão nuclear. Existem 2 métodos de confinamento do plasma quente em estudo: “o confinamento magnético” e o “confinamento inercial”.

A maior parte dos especialistas acham que o confinamento magnético tem maior potencial e a maioria das investigações mais recentes em reactores de fusão tem sido baseadas no sistema “TOKOMAK”. Este consiste num quarto magnético de toroidais, uma estrutura de aço em forma de donut na qual a fusão do plasma é confinada por meio de poderosos tubos em espiral de material super-condutor, os quais criam um forte campo magnético.

O outro método de confinar a fusão do plasma é o confinador inercial, onde pequenas quantidades de uma mistura de Deutério-Trício são rapidamente aquecidas a temperaturas extremamente altas com um raio laser de grande potência ou um raio de partículas carregadas. São necessários muitos laseres de grande potência e o estudo do confinamento inercial não está tão avançado como o magnético.

Para que uma reacção de fusão gere quantidades úteis de electricidade, a energia obtida tem de ser muitas vezes maior do que a requerida para sustentar a reacção. Mesmo os investigadores mais optimistas acham que só lá para o final deste século se atingirá essa etapa.

Um link em português sobre fusão nuclear: http://www.cfn.ist.utl.pt/port/expof2000/indexl.htm


Miguel Sousa R., 14 anos, 9º ano, Escola Básica e Secundária Domingos Rebelo, Ponta Delgada
"Estou fazendo um trabalho para a disciplina de Fisica\Quimica sobre O Consumo de Energia em Portugal.Gostava que me enviassem algumas tabelas ou textos relativos ao assunto. Se puderem enviem também quais os tipos de energia renováveis e não renováveis em Portugal. Obrigado."

Obrigado por nos visitares. Quanto à tua questão, em baixo encontrarás alguma informação sobre as energias não renováveis.

Em Portugal, o consumo de energia primária depende grandemente das importações. Não tendo recursos fósseis, o nosso país para produzir electricidade, combustíveis e para as necessidades de aquecimento e refrigeração, necessita de recorrer em cerca de 90% à importação de petróleo (71%) e carvão (19%). A energia proveniente da produção hidroeléctrica, com apenas cerca de 4% e as restantes formas de energia (sobretudo biomassa), com 6%, mostra bem a nossa dependência energética do exterior e dos recursos fósseis. Com a introdução do gás natural ( que se prevê contribuirá dentro de 10 anos em cerca de 10% da energia a consumir), esta distribuição será alterada mas continuará a dependência externa.

Para além dos impactes ambientais que este consumo de recursos fósseis implica, estas importações representam um encargo anual que tem variado entre 400 e 500 milhões de contos.

Quanto às renováveis, indicava as seguintes, com a percentagem de potencial utilização em Portugal:
                - mini e micro-hídricas (0,97%);
                - eólica (0,51%);
                - solar térmico activo (1,21 - 1,80%);
                - solar térmico passivo ( 5,8%);
                - solar fotovoltaica (0,31%);
                - resíduos florestais (1,75-3,50%);
                - biodiesel e etanol (1,95%);
                - biogás e biomassa (1,84%);
                - incineração (0,28%);
                - geotermia (0,22%);
                - ondas (0,01-0,02%).


Ricardo Jorge, 15 anos, Escola Secundária de Albufeira, 10º ano, Albufeira
"Quais as desvantagens e as vantagens da energia nuclear em Portugal?"

Começava por sugerir que visitasses a secção Energias Vivas, capítulo 7, onde encontrarás mais informação sobre este tema.

Quanto à energia nuclear em Portugal, trata-se de uma opção política que, pelo menos por agora, não é considerada. Esta decisão foi tomada há cerca de 25 anos quando o Governo português decidiu não enveredar por um programa de construção de centrais nucleares.

Todos os aspectos relevantes dessa problemática foram tidos em conta e nessa época as conclusões foram de que o petróleo, como o carvão (e mais tarde o gás natural, que entra no nosso mercado a partir do Norte de África e que hoje abastece boa parte da Península Ibérica), tornavam um pouco desnecessária essa corrida à construção de uma central nuclear.

Continua a ser verdade na actualidade porque continua a existir uma produção excedentária em países aos quais estamos ligados por redes eléctricas, como é o caso de França, que tem boa parte das suas necessidades energéticas asseguradas por centrais nucleares. A produção de energia nuclear é excedentária e nas ocasiões em que tem sido necessário, Portugal tem sido importador, através da Rede Eléctrica espanhola.

Portanto, não há necessidade, continua a não haver necessidade de investir numa central desse tipo em Portugal. Além disso, o país é pequeno e no caso de acidente, teríamos sérios problemas em conter as consequências do acidente.

A nível mundial funcionam actualmente 436 centrais de energia atómica ligadas às redes eléctricas mundiais, fornecendo cerca de 16% da procura mundial de electricidade.

Começava por explicar um pouco a reacção da fissão nuclear. A fissão nuclear é a divisão de um átomo em duas ou mais partes. Quando tal ocorrência tem lugar, uma muito grande quantidade de energia é libertada. Isto pode acontecer muito rapidamente (numa bomba nuclear) ou de uma maneira mais controlada, permitindo que a energia seja guardada para fins utilitários. Apenas algumas poucas substâncias que surgem naturalmente são fissionáveis. Estas incluem o urânio-235 e o plutónio-239, dois isótopos de urânio e plutónio. Isótopos são formas do mesmo elemento químico que têm o mesmo número de protões nos seus núcleos mas um número diferente de neutrões. 

Começar uma reacção de fissão é conseguido pelo bombardear os núcleos fissionável com neutrões. Isto causa a libertação dos núcleos, dividindo-se em dois produtos de fissão e a emissão de 2 ou 3 neutrões deles próprios. Estes neutrões podem libertar outros núcleos fissináveis próximos, iniciando uma reacção em cadeia e resultando na libertação de uma grande quantidade de energia na forma de radiação e calor.

O combustível usado nas centrais nucleares é o urânio enriquecido ( o urânio natural tem cerca de 99,3% de urânio-238, um isótopo de urânio não fissionável e apenas 0,7%do fissionável urrânio-235. O enriquecimento aumenta a proporção deste, permitindo que ele sustente uma reacção de fissão. Este combustível de urânio é colocado na “parte principal” do reactor e o calor libertado pela cadeia de fissão é guardado para produzir electricidade.

Embora existam muitos tipos de reactores de fissão, o mecanismo básico por trás de todos eles é similar. O material fissionável referido atrás é colocado na parte principal e o calor gerado é transformado em electricidade de forma controlada e “moderada”. O controlo e a moderação referem-se, respectivamente, à manipulação de quer o número quer a velocidade dos neutrões presentes na parte principal. Ao mesmo tempo, água normal (“leve”) ou “água pesada” (água onde o hidrogénio contém o isótopo Deutério, o qual tem um electrão extra) é usada para controlar a velocidade dos neutrões e, portanto, também da taxa da reacção. A maioria dos reactores na actualidade a operar são quer reactores “água a ferver” ou de “água pressurizada”.

Nos reactores de água a ferver, a água de arrefecimento circula pela parte principal, produzindo vapor que é directamente alimentado através de uma turbina para gerar electricidade. Os reactores de água pressurizada usam um circuito separado para arrefecer a água sob alta pressão e um mecanismo de troca de calor para produzir vapor para uma turbina e um gerador . Neste sistema a água para arrefecer está debaixo de tal pressão que não ferve. Daí os 2 nomes.
Quanto às preocupações ambientais e de segurança, este tipo de reactores por fissão são capazes de causar um grande número de danos quer aos humanos quer ao ambiente, podendo ser divididos nos que surgem por acidente ou resultantes da normal laboração das centrais nucleares.
Dos acidentes, o mais catastrófico foi o de Chernobil, com a consequente exposição à radioactividade. Daí a acusação de que a energia nuclear representa uma tecnologia obsoleta e perigosa.

Outro problema são os resíduos nucleares e o respectivo armazenamento. Resíduos que durante milhares de anos continuam a emitir radiações altamente nocivas para todas as formas de vida. O grande problema que se coloca é encontrar a forma de armazenar os resíduos em segurança. A solução poderá ser encerrá-los em recipientes hermeticamente fechados e depositá-los em galerias subterrâneas ou no fundo do mar, mas nunca se pode ter a certeza absoluta da segurança desta solução.
Além, é claro, da possibilidade da proliferação de armas nucleares, pois entra em conflito directo com o “Tratado de Não Proliferação Nuclear” (porque quando os reactores nucleares “queimam” combustível de urânio produzem plutónio, o ingrediente chave para o armamento nuclear e inclusivé convencional – ver a actual crise dos Balcãs).

As energia nuclear também é rejeitada como alternativa, porque se uma central nuclear permite evitar emissões de CO2, e de outros gases responsáveis pelo efeito de estufa, o investimento necessário para a sua construção torna o custo da redução das emissões poluentes proibitivo. Depois, a produção deste tipo de energia não é suficiente para eliminar a dependência em relação ao petróleo e outros combustíveis fósseis. Além disso há também quem afirme que a aposta neste tipo de energia é incompatível com o desenvolvimento das energias renováveis e com a política de poupança energética.


MARIA MARGARIDA DA L. R., 14 anos, Colégio Andrade Corvo, 9º ano, Torres Novas
"Tenho que ter dados com as devantagens das energias alternativas. Ajudas-me?"

Olá Margarida! Obrigado pela tua visita.

Apesar de todas as vantagens das energias alternativas, existem alguns problemas. Vamos falar de alguns:
Energia da biomassa- ao contrário de outras energias alternativas, o método de combustão da biomassa não é limpo. Similar à combustão dos combustíveis fósseis, produz algumas quantidades de dióxido de carbono. No entanto, produz poluentes menos danosos uma vez que os principais elementos encontrados nos materiais orgânicos são o hidrogénio, carbono, oxigénio e nitrogénio.

Fusão e Fissão nuclear: problemas com a criação de grandes quantidades de radiação e problema com o armazenamento dos resíduos produzidos.
Energia Geotermal – ainda necessita de ser muito aperfeiçoada. Muitos impactos ambientais têm lugar durante a construção de uma central deste tipo. Estas mudanças no ambiente podem causar danos às plantas e vida selvagem locais. O processo de perfuração também é perigoso pois pode passar por lençóis de água que podem ser contaminados. As altas temperaturas na área podem matar várias formas de vida na água. A lama retirada também é um potencial problema. Com a central em funcionamento, o fluído geotermal normalmente contém gases e substâncias dissolvidas que podem poluir.
Hidroeléctrica – O aumento do nível da água pode fornecer um habitat melhor para os peixes mas também pode destruir habitats humanos e de outras espécies. Causa ainda erosão de solos que podem Ter impacto na vegetação do local.
Além destes desastres naturais, o enchimento de barragens também pode destruir marcos históricos.
Energia Solar- Os custos iniciais são as principais desvantagens. Quase todos os métodos de energia solar necessitam de grandes espaços.
Energia das Marés- A alteração do ecossistema na baía é o maior problema. Tem muitos pré-requisitos que a tornam disponível apenas num pequeno número de regiões.
Energia das Ondas- Também depende muito da localização e é bastante dispendioso.
Energia Eólica- Economicamente, o custo inicial das turbinas é maior do que o das energias convencionais. Do ponto de vista ambiental, há o barulho produzido, interferências nos sinais de televisão e pode matar os pássaros. Além dos problemas de poluição visual na natureza. Também não podem estar perto das cidades e há o problema de o vento não soprar 24 horas por dia o que pode causar problemas na entrega de electricidade.

Um abraço cheio de energia do teu amigo, 
                Energex


Luana C., 15 anos, Colégio Poto Seguro, 8º ano, São Paulo (Brasil)
"Gostaria de obter informações sobre como ocorrem os raios, como se formam, etc... Grata pela atenção."

Olá Luana,

Poderás encontrar informação no nosso site, no Arquivo, edição Experimenta de Maio de 2000, sobre os raios e até como produzir um!


Ana Rita, 14 anos, Secundária de Oliveira do Douro, 9º ano, Porto
"Olá! Eu gostava de saber onde se encontram localizadas algumas das centrais hidroeléctricas para um trabalho sobre energia em geografia. Se for possível fornecerem-me algum gráfico ou mapa sobre este tema ajudava-me muito. Obrigado!"

Olá Ana Rita,

A nossa sugestão era que fosses ao seguinte endereço que indica as centrais hidroeléctricas ligadas à Rede Nacional de Transporte:

http://www.ren.pt/sections/tecnica/maparen/ch.asp


Pedro Miguel da S. D., 10 anos, EB2.3 Paula Nogueira, 5º ano, Olhão
"Como se constrói um painel solar?"

Olá Pedro

No canal do ABCDaEnergia Energias Vivas encontras informação sobre Fontes de Energia e Energia Solar.
Quanto à tua questão sobre como fazer um painel solar (ou para uma resposta mais completa sobre como aproveitar a energia solar) sugiro que contactes a Sociedade Portuguesa de Energia Solar http://www.spes.pt ou por correio electrónico spes@ip.pt.

No entanto, queria informar-te que a experiência que colocamos no EXPERIMENTA da secção TV ENERGEX deste mês (Abril 2001) ensina a utilizar a energia solar para fazer cachorros-quentes (que foi escolhida em homenagem à tua questão).


Iris Bianca da S. C., 14 anos, EB 2,3, José Maria dos Santos, 9º ano, Pinhal Novo
"Gostaria de saber onde é que se concentram no mundo as energias eólicas e solares,e tudo sobre elas. Gostaria que fossem o mais rápido possivel porque preciso dessas informações para um trabalho."

Olá Íris

A Europa é hoje a maior zona de implementação de energia eólica, tendo ultrapassado os Estados Unidos, onde, na década de 80 se tinha desenvolvido mais rapidamente. A Alemanha é a lídr mundial, a Dinamarca ou, mais recentemente a Espanha, têm crescido bastante.
A potência instalada a nível mundial já ultrapassou os 7000 MW. Portugal está nos 51 MW mas este valor deve aumentar nos próximos anos.
Para veres a localização onde se concentram mais as centrais eólicas, visita o seguinte endereço

http://www.fe.up.pt/~inegi/ceterm/dadosmundo.htm

Quanto à energia solar não consegui obter os dados de concentração. No ABCDaEnergia, no canal Energias Vivas poderás encontrar mais informação sobre estas energias renováveis.


António M., 16 anos, EPPET, 11 anos, Lisboa
"Gostava que dessem algumas informações e ou links que permitam fazer um trabalho sobre Anti-Matéria."

Olá António!
Aconselho-te a visitar a seguinte página, onde poderás encontrar na segunda resposta alguma informação sobre matéria e anti-matéria:

http://www.lip.pt/experiments/ams/resposta.htm


Tiê holanda de C., 12 anos, Farias brito- odilon braveza, 6 classe, Fortaleza, Brasil
"Gostaria de saber porque é que o limão é condutor de energia. Gostaria de um exemplo de experiência."

Olá Tiê.
O meu conselho é que vás ao Arquivo, ao Experimenta da edição de Outubro de 2000 onde encontrarás uma experiência.


João José O., 12 anos, Dr.Orácio Bento De Gouveia, 7º ano, Funchal
"Gostaria de saber onde posso obter informações sobre a energia hidráulica (é para um trabalho de educação tecnológica)."

Olá João!
Sugeria que fosses ao Capítulo 6 do Energias Vivas, que fala sobre energia hidráulica e, no Arquivo, edição de Janeiro de 2001, secção Experimenta, encontrarás a experiência A Força da Água.


Outras dicas para um uso racional da energia na escola ou em casa:

Presta atenção às luzes acesas inutilmente: Se a iluminação natural (do sol) é suficiente ou as salas estão vazias, toma a iniciativa de desligar o interruptor. No final de cada aula, verifica se os equipamentos (retroprojector, projector de diapositivos, vídeo, etc.) ficam desligados. Em casa procura estudar ainda durante o dia e evita duas “companhias” sonoras ao mesmo tempo (televisão e rádio/gravador/leitor de cd).

Para as pessoas em geral:

Todo o cidadão deve ter a noção que um edifício energeticamente bem concebido (orientado geograficamente, bem isolado e com muita luz natural, mas com uma envolvente envidraçada não superior a 15%) não necessita de ser refrigerado para ser confortável no Verão, e no Inverno necessita apenas de uma fonte térmica auxiliar não muito elevada.

O consumo de electricidade em iluminação é de cerca de 15% no total do sector doméstico. As lâmpadas fluorescentes são mais económicas que as de filamento quente. Cada lâmpada de alto rendimento instalada evita a emissão de meia tonelada de CO2 no seu tempo de vida e em Portugal existem apenas uma destas lâmpadas em cada 3 habitações.

Nas máquinas de lavar roupa e loiça, se for utilizada água pré-aquecida (por energia solar ou lenha), o consumo de energia destes equipamentos baixa 90%. O consumo nos frigoríficos representa um terço do total do sector doméstico, e o parque actual destes aparelhos é sobretudo das classes C ou D, que consomem o dobro dos da classe A, apesar de estes terem custos parecidos.

Por fim, sugere-se a utilização dos transportes públicos com motores a biodiesel e deve-se fazer a optimização no uso de transporte individual, com vizinhos e colegas a utilizarem um só carro (uma semana o meu, outra o teu...). 


Inês F., 14 anos, Escola Secundária Ferreira Dias, 9º ano, Lisboa
"Tenho de efectuar um trabalho sobre fontes de energia lternativa.Gostaria de obter informações sobre os combustíveis fósseis, e a poluição que causam. Obrigado!"

Quanto aos combustíveis fósseis, aconselho-te a visitar o Capítulo 5, Energias Vivas, do ABCDaEnergia.

No que respeita à poluição que causam, começava pelo Gás Natural, que é um dos combustíveis fósseis de combustão mais limpos. Quando é queimado, liberta menos Dióxido de Carbono do que o petróleo ou carvão, quase nenhum dióxido sulfúrico e apenas pequenas quantidades de óxido de nitrogénio. O dióxido de carbono é um gás de estufa enquanto os óxidos sulfúricos e de nitrogénio produzidos pela combustão do petróleo e carvão causam chuva ácida.

O uso do petróleo tem 2 tipos distintos de impactos ambientais. O primeiro ocorre durante a fase de produção enquanto o segundo ocorre no ponto final de utilização.

A exploração, a produção e o transporte do petróleo têm todas impactos negativos no ambiente (nomeadamente a danificação de ecossistemas pelo uso de equipamentos pesados e, no mar, pelo derramamento de petróleo).

Quanto ao segundo tipo, a combustão do petróleo liberta dióxido carbono, o qual é um dos gases de estufa responsável pelo aquecimento global do planeta, bem como dióxido sulfúrico e óxidos de nitrogénio, os quais resultam em chuva ácida. Actualmente, o petróleo directamente usado para transportação é responsável por cerca de 25% das emissões mundiais de dióxido de carbono. O uso total é responsável por cerca de 40% das emissões de dióxido carbono da humanidade.

Finalmente, a combustão incompleta do petróleo, especialmente nos combustíveis de transporte, resulta em níveis cada vez maiores de monóxido de carbono, hidrocarbonetos por queimar e ultimamente ozono de nível de solo. Tudo isto tem impactos na saúde humana e do ambiente.

Quanto ao Carvão, a sua combustão resulta em gases contendo dióxido carbono, monóxido de carbono, dióxido sulfúrico (ver efeitos referidos atrás). Quando queimado de uma forma relativamente sem controlo, o carvão pode causar muitos danos devido ao “smog” e chuva ácida.

O carvão contém mais carbono e menos hidrogénio do que os outros combustíveis fósseis, como o petróleo e gás natural e, como tal, liberta mais dióxido carbono por unidade de electricidade produzida do que qualquer outro combustível. Presentemente é responsável por 30-40% das emissões mundiais de dióxido carbono a partir de combustíveis fósseis.


Claudia G., 14 anos, Escola Secundária de Canelas, 9º ano, V.N.Gaia
"Tenho que fazer um trabalho sobre o Petróleo, gostaria que me ajudassem sobre a infomação a respeito da sua utilidade, derivados e como se obtém."

Começava por lembrar que existe alguma informação sobre o petróleo no Capítulo 5 do Energias Vivas.

O petróleo e os seus derivados são usados numa variedade de diferentes tarefas, mas, a nível mundial, mais de metade da utilização do petróleo é usada no sector de transportes. Quando era barato, era frequentemente usado para gerar electricidade, especialmente em zonas remotas e ilhas que não tinham acesso a centrais hidroelétricas ou a carvão. Apesar de ainda ser usado nalguns sítios para essa finalidade, com a “crise do petróleo” em 1973, o petróleo tornou-se um combustível cada vez mais caro para gerar electricidade.

Também já foi muito usado para o aquecimento de espaços em edifícios residenciais e comerciais.

Actualmente, no mundo consome-se por ano 3 500 milhões de toneladas de petróleo. (Em Portugal, em 1999, consumiram-se 22,1 milhões de toneladas, o que representou 0,3% do total em todo o mundo). Deste total mundial, 35% destinam-se a combustíveis pesados (fuel), 51% a combustíveis ligeiros (gasolina, querosene e gasóleo), 7,5% para a petroquímica (plásticos, fibras texteis, detergentes, dissolventes, medicamentos, fertilizantes, gasóleo), e 6% para outros usos.

Quanto aos principais usos dos produtos derivados do petróleo separados numa refinaria são gases ligeiros (butano e propano), gasolina, essências especiais, querosene bruto (para aviões), gasóleo, óleos (lubrificantes), fuel (comboios) e resíduos pesados (alcatrão).

O petróleo é uma mistura complexa de carbono e hidrogénio (hidrocarbonetos) que existem na crosta terrestre na forma líquida. Crê-se que estes componentes foram originados a partir de restos de organismos marinhos microscópicos que foram depositados no fundo dos mares e oceanos. Depois de terem estado enterrados debaixo de grandes camadas de outros sedimentos, o material orgânico é transformado a altas temperaturas e pressão em petróleo e gás natural. O petróleo e o gás são depois arrancados dos xistos marítimos nos quais eles estavam depositados e seguem para rochas sedimentárias porosas tais como as grés e pedras calcárias.

Este óleo e gás migram para cima através da rocha porosa, pois é menos denso do que a água que enche os poros. A menos que atinja uma camada impermeável da rocha, os hidrocarbonetos irão fazer o seu caminho para a superfície e evaporam-se. Para que o petróleo e o gás possam ser armazenados em quantidades suficientes para permitir que os humanos os extraiam, estes hidrocarbonetos migrantes têm de atingir uma camada impermeável da rocha, pela qual eles possam passar. O petróleo é “minado” através da perfuração de um buraco na rocha reservatório (calcário, etc). Muitas vezes o petróleo está sob pressão e irá sair do buraco por si próprio. Noutros casos, bombas e outros procedimentos mais complicados são necessários para recuperar o petróleo do solo.

Depois do petróleo ser extraído do solo, é “refinado” em muitos e diferentes produtos (ver atrás). O refinar separa os componentes “mais leves” do petróleo, como a gasolina, dos componentes “mais pesados”, como o fuelóleo e lubrificantes. Cerca de 15% do petróleo vai para produtos não energéticos tais como plásticos e tintas, enquanto o resto é de uma forma ou outra usado para combustão.


Ivete E. P. E., 14 anos, EB 2,3/S da Chamusca, 9º ano, Santarém-Chamusca
"Somos um grupo de estudantes de 9º ano, e por este meio gostariamos de lhes pedir informações, sobre, a crise mundial energética e bioenergia; são dois dos nossos temas para um trabalho de Fisico-Quimica... e já agora, podia-nos recomendar uns sites sobre os nossos temas. Obrigado pela vossa ajuda!
P.S.: Têm um site "cool"!"

Os séculos XIX e XX foram os séculos de destruição das reservas energéticas que o planeta Terra, graças à generosa presença do Sol, acumulou ao longo de milhões de anos. Foi-se gastando o carvão, o petróleo e vai-se gastando agora, também, o gás natural. Esté é um cenário conhecido de todos e o problema consiste em saber como é que se vai evoluir a partir daqui.

No século que agora nos deixa, a população humana multiplicou-se por quatro, igual ao consumo de energia por pessoa, e o consumo total multiplicou-se por 15. A utilização de combustíveis fósseis, principalmente petróleo e gás, produz agora a maior parte desta energia; Ainda que o consumo dos países industrializados (20% da população mundial) se esteja a estabilizar, o uso no terceiro mundo, e portanto o consumo mundial, continua a aumentar drasticamente.

O uso em grande escala dos combustíveis fósseis tem duas grandes falhas: por um lado, esgotaremos os recursos facilmente acessíveis do petróleo e do gás em menos de um século, privando assim às futuras gerações de substâncias químicas que têm melhor uso que a produção de electricidade ou o aquecimento doméstico; por outra parte, aumenta a concentração de dióxido carbono na atmosfera, com o consequente aquecimento terrestre, uma grave ameaça para muitas regiões do nosso planeta.

Ou seja, uma análise racional do nosso problema de energia exige que utilizemos outras alternativas. A melhor seria uma redução drástica do uso da energia. (Para mim esta era a melhor solução – apenas conduzo bicicleta – mas não creio que tal venha a acontecer.) Uma razão importante é que as nossas competitivas economias dependem do crescimento constante. A segunda melhor solução é a de substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis.

Nomeadamente a Bioenergia ou energia da biomassa. Esta inclui qualquer combustível sólido, líquido ou gasoso, ou qualquer energia eléctrica ou produto químico útil derivado da matéria orgânica; quer de forma directa das plantas ou indirectamente, a partir de resíduos sólidos e líquidos domésticos ou industriais, bem como resíduos florestais e agrícolas. Então a bioenergia pode derivar de uma grande variedade de matérias-primas e pode ser produzida de várias formas. A bioenergia é normalmente considerada como uma série de diferentes combinações de materiais/tecnologias.

Virtualmente todos os produtos da biomassa podem ser convertidos em combustíveis comerciais, capazes de substituir os combustíveis fósseis. Estes podem ser usados para transporte, aquecimento, gerar electricidade ou qualquer outra coisa em que os combustíveis fósseis são usados.

Existe um consenso en